TARIFAÇO: quem paga?
- 16 de jul.
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TARIFAÇO: QUEM PAGA?
Sei que esse é um assunto explosivo, porque contaminado em todas as frentes por interesses políticos partidários e eleitorais.
Claro está que os interesses políticos partidários e eleitorais são legítimos, porque é por meio dos partidos e das eleições que escolhemos nossos representantes, outorgando-lhes poderes para legislar e fiscalizar a atividade pública, missão muito nobre.
No entanto, o exercício da atividade politica partidária e as eleições costumam se basear em paixões, e essa é a pior conselheira, pois despreza um mínimo de racionalidade.
Assim, eu pergunto: quem é responsável pelo ultimo tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil? Mas, mais importante, quem paga essa conta?
De uma forma geral, todos pagamos a conta, porque a cobrança de tarifas extras dos importadores americanos sobre produtos brasileiros encarece-os, fazendo reduzir o comércio entre as nações.
Agora, o governo brasileiro ameaça, me parece que legitimamente, aplicar regras de reciprocidade, ou seja, vai cobrar tarifas extras sobre as importações brasileiras de produtos americanos, encarecendo-os e reduzindo o comércio, de novo.
Ou seja, quem paga indiretamente o tarifaço é o exportador e o importador, mas é evidente que esse aumento de custo vai cair no colo do consumidor, a parte mais fraca da relação de consumo.
Por evidente que, em algumas situações, podemos deixar de comprar algum produto, sem prejuízo à nossa vida, mas em outras situações isso implica em risco à saúde de todos, como no caso de insumos medicamentosos e medicamentos.
Além disso, essa guerra de tarifas cria animosidades desnecessárias entre os povos, estabelecendo barreiras turísticas e relacionais que se desenvolveram ao longo de duzentos anos.
Não sou ingênuo a ponto de não reconhecer erros graves de um e outro governo, mas não podemos desprezar a ideia de que a imposição de tarifas abusivas não passa de tentativa de colonização, controle e ameaça à soberania dos povos.
Num mundo globalizado, essa não é uma política comercial sustentável.
Espero que as partes parem, pensem e dialoguem, para o bem geral.

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