85 DIAS, HOJE

Por um tempo (não sei até quando!), vou deixar de escrever sobre a vida política do país, o comportamento dos governantes e suas relações com a sociedade.

Estou em quarentena há 85 dias. Nesse período saí de carro e de máscara uma vez para assinar um documento, outra para aplicar vacina da gripe e uma tarde para participar de um julgamento virtual de processo sob minha responsabilidade, sempre tomando os maiores cuidados possíveis.

Há três semanas tenho ido ao meio dia à sede campestre do Clube Dores, caminhado uma hora ao ar livre, de máscara, e depois fico isolado em área distante por meia hora, olhando as árvores e admirando os pássaros, o que me tem feito muito bem.

O resto do tempo fico no escritório que tenho em casa, falando com clientes por telefone, por WatsApp ou por e-mail, fechando contratos, recebendo documentos e produzindo peças processuais.

Como já disse, terminei um texto que comecei em 2008 (!) em Buenos Aires, e iniciei a escrever o Tratado de Direito Eleitoral, já com 170 páginas de rascunho. O escritório no centro voltou a funcionar com atendimentos presenciais, apesar da equipe reduzida a vinte por cento e todos os cuidados de higiene e distanciamento social recomendados.

Apesar da ansiedade pelas limitações, estou bem, com minha esposa e em contato distante, mas qualificado com meus filhos e amigos.

Tenho sorte, pois sei que milhões de pessoas estão na linha de frente encarando a doença nos hospitais e em atividades que não podem parar. Outras pessoas, apesar dos riscos, saem para o trabalho porque suas atividades não podem ser desenvolvidas à distância. Admiro-os!

Claro que às vezes acordo de baixo astral, penso que a crise sanitária está demorando demais a passar, mas logo me ponho a pensar que Deus é bom e generoso comigo e com os meus.

Tenho falado agora muito mais do que antes, mesmo que por vídeos ou telefone, com meus amigos e pessoas da família. Sinto que as preocupações que eles sempre tiveram comigo e eu com eles é real, sincera e verdadeira.

Vai dar tudo certo. Vamos demorar a voltar ao normal, mas esse será melhor, tenho certeza.

Força, foco e fé!

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João Marcos Adede y Castro

JOÃO MARCOS ADEDE Y CASTRO é graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, sendo Mestre em Integração Latino Americana, pela mesma Universidade.

 

É doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Universidade del Museo Social Argentino, e doutorando em Direito Civil pela Universidade de Buenos Aires, ambas de Buenos Aires.  

 

Foi Promotor de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul por quase 30  anos, tendo exercido as atribuições de Promotor de Justiça Especializada de Defesa Comunitária, com atuação preponderante nas áreas de defesa do meio ambiente, interesses sociais e coletivos e improbidade administrativa. É Professor Universitário.

 

 É membro e  foi Presidente da Academia Santa-Mariense de Letras, ocupando a cadeira número 16, cujo patrono é o escritor e jurista  Darcy Azambuja. É advogado em Santa Maria, RS.

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© 2017 por João Marcos Adede y Castro

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